quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Egito, Tunísia, Palestina e Líbano chacoalham o mundo árabe


Os “documentos da Palestina” [ informações vazadas à rede Al-Jazeera sobre as negociações entre Autoridade Palestina e Israel] são tão demolidores quanto a Declaração de Balfour. A “Autoridade’ Palestina” – e as aspas são indispensáveis – estava e está pronta a ceder o “direito de retorno” de talvez sete milhões de refugiados ao que hoje é Israel, em troca de um “estado” ao qual corresponderá apenas 10% (se tanto) do território do Mandato britânico na Palestina.
E, à medida que são revelados esses documentos terríveis, o povo egípcio começa a exigir o fim do regime do presidente Mubarak, e os libaneses indicam um primeiro-ministro que servirá ao Hezbollah. Poucas vezes o mundo árabe viu coisa semelhante.
Para começar pelos Documentos da Palestina, é evidente que os representantes do povo palestino estavam prontos para destruir qualquer esperança que os refugiados tivessem de algum dia voltar para casa.
Será – e é – ultraje para os palestinos saber que seus representantes lhes deram as costas. Não há modo pelo qual, à luz dos Documentos da Palestina, os palestinos ainda crerem que algum dia recuperarão direitos seus.
Já viram, em vídeo e por escrito, que jamais voltarão. Mas em todo o mundo árabe – o que não significa mundo muçulmano – há hoje uma compreensão da verdade que jamais por ali se viu antes.
Já não é possível, para o povo do mundo árabe, mentir uns aos outros. Acabou-se o tempo das mentiras. As palavras daqueles líderes – que desgraçadamente são também nossas palavras – esgotaram-se. E nós as levamos até esse fracasso. Nós mentimos a eles todas essas mentiras. E nunca mais conseguiremos recriá-las.
No Egito, nós britânicos amamos a democracia. Incentivamos a democracia no Egito – até que os egípcios decidiram que queriam por fim à monarquia. Então os metemos na prisão. Queríamos mais democracia. Sempre a mesma velha história. Assim como quisemos que os palestinos gozassem de democracia, desde que votassem ‘certo’, nos candidatos ‘certos’, quisemos que os egípcios apreciassem nossa vida democrática. Agora, no Líbano, parece que nossa democracia será substituída pela democracia libanesa. E não gostamos dela.
Queremos que os libaneses, é claro, apóiem o pessoal que nós apoiamos, os muçulmanos sunitas que apoiavam Rafiq Hariri, cujo assassinato – cremos, com razão – foi orquestrado pelos sírios. E agora enfrentamos, nas ruas de Beirute, queima de carros e violência contra o governo.
Mas… Em que direção estamos andando? Será, talvez, na direção de deixar que o mundo árabe escolha seus próprios líderes? Veremos talvez um novo mundo árabe não controlado pelo Ocidente? Quando a Tunísia fez saber ao mundo que estava livre, Mrs. Hillary Clinton não abriu a boca. Foi o presidente do Irã, o doido, o primeiro a dizer que muito o alegrava ver a Tunísia liberta. Por quê?
No Egito, o futuro de Hosni Mubarak parece ainda mais perturbador. Bem pode acontecer de seu filho ser escolhido para sucedê-lo. Mas só há um califado no mundo muçulmano, e é a Síria. Os egípcios não querem o filho de Hosni. Não passa de empresário peso leve, que nada garante que consiga (sequer que tente), resgatar o Egito de sua própria corrupção.
O chefe da segurança de Hosni Mubarak, um certo Suleiman – hoje, muito doente – dificilmente poderá substituí-lo.
Por toda parte, em todo o Oriente Médio, estamos à espera de assistir à queda dos amigos dos EUA. No Egito, Mubarak deve estar decidindo para onde fugirá. No Líbano, os amigos dos EUA estão em colapso. É o fim do mundo dos Democratas no Oriente Médio árabe. Ninguém sabe o que acontecerá depois. Só a história, talvez, conheça as respostas.


Fonte: Por Robert Fisk, do The Independent | Tradução: Coletivo VilaVudu

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Plano de Cargos Carreiras e Remunerações

Após três anos e muita pressão dos trabalhadores da educação, a prefeitura de Breves acena com a possibilidade de enviar o PCCR para a câmara municipal ainda esse mês. O SINTEPP convocou uma assembleia geral na semana passada justamente para tratar dessa questão que é de vital importância para a classe dos educadores, nessa reunião a categoria tirou uma deliberação determinando prazo de um mês para a prefeitura enviar o plano para câmara e caso isso não acontecesse os trabalhadores entrariam em estado de greve. 

Violência

Acadêmica da UFPa foi assaltada ontem nas imediações do campus universitário do Marajó por volta das 18h, ainda não houve pronunciamento da delegacia de policia sobre esse caso e nem a captura dos bandidos.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Pioneiro Presidente da ALEPA.

Segundo alguns sites de política, está tudo certo para o ex-prefeito de Ananindeua José Pioneiro ser por dois anos presidente da assembleia legislativa do Pará, com uma vida política cercada de escândalos e confusões ele comandará a casa. Ele tem o perfil da grande maioria dos seus colegas, com raras exceções como o Dep. Edmilson Rodrigues.

Deputado diz que pacote prejudica servidores

Do deputado petista carlos Bordalo em postagem no seu blog



O governador Simão Jatene afirma, em publicação do Diário do Pará desta quarta-feira, 19.01, disse que vai tomar medidas com um sabor bastante amargo, como ele mesmo diz: “É um decreto de contenção de despesas para reequilibrar nossos gastos”.

Por outro lado, o chefe da Casa Civil do Governo Jatene, deputado federal Zenaldo Coutinho, anuncia a contratação do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) pela bagatela de 1 milhão de reais, na qual o Governo do Pará disporá de serviços para estudar os impactos que o separatismo, pregado por adeptos dos estados de Carajás e Tapajós, poderiam causar nas contas estaduais e federais. É do conhecimento de todos que o chefe da Casa Civil do Governo Jatene sempre foi um opositor à tese da divisão do estado do Pará. A notícia está na coluna “Repórter Diário”, ao lado da matéria intitulada “Jatene anuncia pacote de medidas para cortar gastos”.

Então, pergunta-se: se o Governo do Pará está tão preocupado com o equilíbrio dos gastos, o que é mais prioritário para o funcionamento da máquina pública do Estado?

Um estudo do tipo anunciado pelo chefe da Casa Civil ou as despesas com gasolina para os carros da segurança pública realizarem rondas nos municípios, ou os gastos com telefone e luz para funcionamento dos hospitais e unidades de saúde e serviços essenciais à população?

Jatebe faz sim é o velho populismo neoliberal: usar desculpas esfarrapadas para cortar, sim, investimentos fundamentais para o bom funcionamento dos serviços públicos e coloca o dinheiro do povo à mercê de suas politicagens, como este caso deixa escancarado.

Com a palavra o Governo de Simão Jatene.

Fonte: Blog do Dep. Carlos Bordalo

JATENE E SUA TESOURA

O governo Jatene começou metendo à tesoura nos pobres servidores públicos estaduais, cortando  suas suadas horas extras e seus adicionais garantidos pelo regime jurídico único. Alegando que o estado está a beira da falência, mas não cortou as secretarias em excessos e seus altos salários, ele até poderia doar seu redimento para o estado, já que  é um multimilionário.  Mas sempre sobra para os pobres assalariados que fazem milagre para sobreviver, agora vão ter que dobrar esse milagre.
Jatene de Novo, Com a Força do Povo.

Projeto de Dorothy Stang no Pará é cenário de faroeste


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JOÃO CARLOS MAGALHÃES
ENVIADO ESPECIAL A ANAPU (PA)
Quase seis anos após a morte da missionária Dorothy Stang, um dos marcos da violência agrária na Amazônia, seu projeto de uso sustentável da floresta no assentamento Esperança, em Anapu (PA), desmoronou.
Em vez de agricultura familiar numa floresta preservada, como a religiosa defendia, o PDS (Projeto de Desenvolvimento Sustentável) em que ela foi assassinada se tornou um cenário de faroeste --com divisões internas, ameaças públicas de morte e desmatamento ilegal.
A americana naturalizada brasileira Dorothy Stang foi morta com seis tiros em 12 de fevereiro de 2005, aos 73 anos, no PDS Esperança.
Cinco pessoas foram condenadas como mandantes ou autoras do crime (leia texto nesta página).
No ano passado a tensão voltou ao local. Aumentou a venda de lotes --80% deles já foram negociados, diz a CPT (Comissão Pastoral da Terra)-- e as invasões. Segundo o Incra, 22 famílias estão em áreas de reserva ambiental.
A associação de moradores passou para as mãos de um grupo ligado ao prefeito Francisco de Assis Souza (PT). Ex-pupilo de Dorothy, ele tem como vice o fazendeiro Délio Fernandes, apontado como interessado na morte dela --ele nega.
Muitos trabalhadores rurais que seguiam a missionária começaram a desmatar, acuados pela miséria.
"Não tem de onde tirar dinheiro", disse Welton de Aquino, um dos três moradores que admitiram à Folha terem vendido toras, o que é ilegal. No caso dele, foram 15 toras em troca de R$ 5.000.
"Se a Dorothy estivesse aqui, a gente não estava nessa situação", afirmou a mulher de Welton, Roseni Gomes de Lima, sob uma foto da religiosa colada na parede de seu barraco de tábuas.
O culto a Dorothy continua, mas a confiança nos membros da CPT, da qual a missionária fazia parte, diminuiu. Parte dos moradores disse à Folha que foram pessoas ligadas à comissão que começaram a lucrar com os desmatamentos, dando sinal de que a prática era aceitável.
Antes unido sob Dorothy, o PDS Esperança está hoje rachado: há os que apoiam a associação ligada ao prefeito e os que continuam seguindo os passos da CPT, liderada pelo padre José Amaro.
AUDIÊNCIA
Depois de protestos feitos por ambos os lados neste mês, que levaram ao fechamento de estradas e exigiram a ida de homens da Força Nacional de Segurança para Anapu, o governo federal organizou uma audiência pública na última terça-feira, que a Folha acompanhou.
Na audiência, Josildo Carlos de Freitas, do Sindicato de Trabalhadores Rurais e também ligado ao prefeito, pegou o microfone para dizer ao padre Amaro, em frente à plateia de cerca de mil pessoas, que seria melhor se ele pedisse transferência de cidade, "para seu próprio bem". "Ouvi dizer que você já cheira a defunto", disse.
Amaro e Jane Dwyer, missionária da mesma congregação de Stang, veem na tentativa de culpar a CPT pelo início do desmatamento uma nuvem de fumaça.
"O que eles [prefeito e Délio Fernandes] querem é ter toda aquela madeira para eles. Já falavam a mesma coisa da Dorothy", disse Dwyer.
Para ela, a eleição do prefeito foi o estopim para a volta da tensão. "Ele manipula o povo", disse.

Fonte: Folha on line