sábado, 26 de março de 2011

NOTA DE ESCLARECIMENTO DO SINTEPP AO POVO MARAJOARA


A população de Curralinho, uma das cidades mais pobres do Marajó e do Pará, enfrenta, diariamente, graves problemas na saúde, na educação, na segurança e em todos os serviços públicos. O poder municipal sempre alegou falta de verbas para justificar o caos. Foi com surpresa que recebemos a notícia de que um relatório da Controladoria Geral da União (CGU) aponta que R$ 9,7 milhões de verbas federais foram gastos pelo prefeito sem a menor comprovação. Destes R$ 8 milhões seriam de verbas destinadas à educação e R$ 1,7 milhão são da área da saúde.
Diante dessa imoralidade administrativa alguns vereadores propuseram que a Câmara Municipal investigasse o caso, mas uma manobra da maioria, que apóia o prefeito Miguel Santa Maria (PSDB), impediu a apuração dos fatos. A população, indignada, passou a manifestar-se contra a decisão da câmara municipal.
O prefeito, em entrevista ao portal ORM e à TV Liberal, alegou que “...acontecia uma paralisação de servidores da educação do município. Os servidores estavam próximos a Câmara e, um deles pegou o microfone e começou a falar mal da minha administração e incentivou que tanto os professores, quanto pessoas que estavam por lá, agissem com vandalismo...”.
Diante dessas acusações inverídicas o SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO PÚBLICA NO PARÁ – SINTEPP, vem a público esclarecer que:
1- Os trabalhadores em Educação ligados ao SINTEPP estão em Greve por tempo indeterminado em função do não cumprimento de acordos realizados entre SINTEPP e PREFEITURA;
2- No dia 25/03 (6ª feira) estávamos em Audiência de negociação com a prefeitura. O prefeito não estava presente porque, segundo sua assessoria, estava em audiência na FUNASA. Mas, na citada entrevista o mesmo disse que estava em Belém cuidando do pai doente, caindo em flagrante contradição;
3-     Quando Informados do tumulto na Câmara Municipal a negociação SINTEPP/PMC, que ocorria na sede da prefeitura, foi interrompida e remarcada para 16:00h. Os diretores e filiados do SINTEPP foram para a frente da Câmara Municipal, onde populares estavam reunidos protestando em função da não aprovação da Comissão de Investigação de Desvio de Recursos do Município.
4-     O dirigente do SINTEPP ao usar da palavra, falou de sua indignação com a postura dos vereadores em não assumirem seu papel constitucional de fiscalizar o poder local, mas em nenhum momento incitou a população a depredar o patrimônio público;
Neste sentido não aceitamos que os trabalhadores em Educação sejam responsabilizados pelo ocorrido. Queremos que o Prefeito Miguel Santa Maria que já assumiu publicamente que: “A gente errou! O problema é que confiamos nas pessoas sem esperar que elas nos tragam problemas”, venha a público dizer quem são os responsáveis pelos desvios de recursos. Queremos que ele diga quais providências foram tomadas a fim de penalizar os verdadeiros marginais.
Por último, não iremos permitir que o nome do SINTEPP e de seus dirigentes sejam criminalizados, queremos saber quem são os membros da quadrilha que saqueia os cofres públicos, que frauda licitações; frauda empréstimos consignados, contra cheques; que frauda a folha de pagamento que não repassa o desconto dos servidores  ao Instituto de Previdência?? Não aceitamos que os criminosos saiam como vítimas pelos crimes que cometeram e a população como vilã.



Randel Sales Monteiro e Paulo Silva Junior
Coordenadores da Subsede

sexta-feira, 25 de março de 2011

Situação em Curralinho




A situação em Curralinho continua tensa, segundo informações de alguns moradores, a polícia esta impondo toque de recolher e a qualquer momento pessoas envolvidas na revolta legitima da população podem ser pressas. Por volta da 18h, chegou um grupo de policiais vindo da capital e cidades adjacentes para reforça a "segurança" na cidade. Mas o prefeito que desviou milhões de reais da educação e saúde está solto e concedendo entrevista a varias redes de televisão da capital, esse é o país em que vivemos em que os verdadeiros culpados pelo o caos social em que estamos nunca são punidos ou na verdade o único punido é a população que fica sem saúde, educação enfim todas as mazelas impostas pela corrupção.

Revolta contra corrupção em curralinho


Hoje por volta das 12h, a câmara municipal da cidade de Curralinho foi destruída pela população do município revoltada contra a não cassação do prefeito acusado de desviar milhões de reais de receitas públicas, o mesmo foi denunciado pela controladoria geral da união e também por uma canal de televisão a nível nacional.

A votação na câmara aconteceu da seguinte maneira, votaram contra a abertura da comissão parlamentar de inquérito para investigar o desvio de recursos pelo prefeito Miguel Santa Maria (PSDB), os vereadores Helóy Azevedo (PSDB), Davi Quaresma (PSDB) e Walter Oeiras (PMDB), a favor foram os vereadores Ednaldo Ribeiro (PV) e Marcos Baratinha (PT). Janil Macêdo e Paulo de Paula, sendo os dois do (PTB)  abstiveram da votação.
Sendo o poder legislativo que tem a função de fiscalizar as ações do prefeito e legislar de acordo com os interesses do município, mas isso não ocorreu em curralinho o interesse público foi deixado em segundo plano e prevaleceu os interesses das elites locais que exploram uma das regiões mais pobre do Brasil.

quinta-feira, 24 de março de 2011

NOTA AO POVO PARAENSE

Em defesa da ética na política e do mandato popular de Marinor Brito (PSOL)

O Supremo Tribunal Federal (STF), em flagrante dissonância com os anseios populares, derrubou ontem (23), por 6 votos a 5, a Lei da Ficha Limpa. Com vagos discursos de “moralidade e probidade” a decisão do STF pode trazer novamente à vida política nacional, corruptos condenados e raposas que há muito deveriam ter sido expurgadas do cenário político paraense e brasileiro.

Moral e ética não tem prazo de validade. O povo brasileiro, numa memorável jornada cívica, propôs a lei da Ficha Limpa, está indignado com o fato do STF ter virado as costas à vontade popular. A justiça se revelou injusta. O relator do processo, ministro Gilmar Mendes, famoso por libertar o mega criminoso e banqueiro Daniel Dantas, foi o relator do processo que possibilitou a queda da Ficha Limpa.

Essa decisão é um evidente retrocesso e um estímulo à impunidade. O povo brasileiro tem pressa sim. Pressa de saúde, de segurança, de educação, de ética, de acabar com a corrupção. A decisão do STF pode significar a perda de mandato da senadora Marinor Brito do PSOL-PA e o retorno de Jader Barbalho ao Senado nacional. Não há argumento que justifique esse passo em direção ao passado. A luta agora continua nas ruas.

O PSOL se solidariza com a Senadora Marinor Brito, que nestes poucos meses mostrou competência, determinação e coerência. Seu mandato, construído na luta popular, nos orgulha a todos e seguirá servindo de referência a todos os socialistas em todo o país. O PSOL conclama a sociedade brasileira, homens e mulheres de bem, especialmente os movimentos sociais, para uma luta de resistência e de denúncia diante deste atentado contra os legítimos anseios pela imediata moralização da política brasileira.

Endossamos, integralmente, as corajosas palavras da companheira Marinor, na tribuna do Senado: “Custe o que custar, querendo ou não a justiça, nossas vozes não se calarão. O povo brasileiro vai continuar tentando varrer os corruptos da política.”

Belém, 24 de março de 2011
PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE – PSOL – DIRETÓRIO ESTADUAL DO PARÁ

segunda-feira, 21 de março de 2011

TODO APOIO A JUSTA REBELIÃO DOS OPERÁRIOS DA USINA JIRAU- LIGA OPERARIA

Humilhações e regime de escravidão nos canteiros de obras causa a justa revolta dos operários.

A Liga Operária e o Sindicato dos Trabalhadores da Construção de Belo Horizonte (Marreta) manifestamos nosso integral apoio a justa rebelião dos operários do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia. É justa a revolta destes companheiros trabalhadores, cuja maioria são aliciados nas cidades do interior, em vários estados do Brasil, principalmente do nordeste, com promessas de bons salários e de excelentes condições de vida e de trabalho para depois serem superexplorados, jogados em alojamentos precários em verdadeiro regime de escravidão e sofrerem todo tipo de humilhações no canteiro de obras da empreiteira Camargo Corrêa e outras gananciosas “gatas”.
As revoltas operárias se sucedem
No mês passado, por esses mesmos motivos, explodiu em Pernambuco, no complexo portuário de Suape, uma grande rebelião dos operários, cuja bárbara repressão causou a morte de um operário e outro trabalhador foi atingido com um tiro no rosto, disparado por um dos seguranças do sindicato pelego à serviço da empreiteira Odebrecht. 
Essas rebeliões são o mais clamoroso exemplo de toda falsidade das repetidas propagandas de que a vida dos trabalhadores esta melhorando e da enorme disposição de luta dos operários.
Com apoio do governo, empreiteiras chupam o sangue dos trabalhadores
A construção do porto de Suape, assim como a obra da usina Jirau e todas outras grandes obras construídas com recursos do PAC, são palco de todo tipo de irregularidades trabalhistas. Essas obras são a demonstração de como as empreiteiras maltratam os trabalhadores e tem a total cobertura do governo para sub-empreitar os serviços, roubar os direitos trabalhistas além de torturar os operários com excesso de jornada de trabalho, roubo das horas extras, más condições de trabalho que geram acidentes com mortes e mutilações, alojamentos precários, comida estragada, etc.
A Camargo Corrêa, Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS, entre outras grandes empreiteiras foram as principais doadoras da campanha eleitoral presidencial. Doaram milhões para Dilma e Serra, para assim ganharem todas concorrências, usufruir de lucros exorbitantes e ter todo tipo de facilidades para enricar cada vez mais e tirar o couro e o sangue dos trabalhadores.
Abaixo a repressão. Liberdade de expressão para os operários!
Repudiamos a atitude fascista do Secretário de Segurança de Rondônia que taxou de vandalismo a justa revolta dos trabalhadores de Jirau e clamou pela repressão do Exército, ABIN, PF, e todo tipo de aparato repressivo. Repudiamos a covardia da Camargo Corrêa e do governo de mandar a polícia invadir os alojamentos de madrugada, agredindo e jogando spray de pimenta nos trabalhadores pais de famílias que estavam dormindo.  Exigimos o respeito a integridade dos trabalhadores, alojamento e alimentação decentes e esclarecimento sobre trabalhadores feridos. Repudiamos a atitude canalha da direção sindical que ao invés de defender os operários fez côro com a reação e a polícia. Repudiamos também o silêncio das centrais sindicais safadas, pelegas e governistas.
Saudamos a coragem dos trabalhadores de Jirau e convocamos a todos democratas e trabalhadores brasileiros a apoiar decididamente a justa luta dos operários explorados.
Exigimos a imediata libertação de todos trabalhadores presos!
Exigimos o atendimento de todas reivindicações dos operários da usina Jirau!
Punição para a construtora Camargo Correa e suas sub-empreiteiras!

Viva a luta operária classista e combativa!
 Fonte: News Rondônia 

Revolta em Jirau.

Da reportagem do TUDORONDONIA Porto Velho, Rondônia - Diferente do que informa a empresa Camargo Corrêa, o clima ainda é tenso no canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, a 100 Km de Porto Velho. Na manhã desta quinta-feira, centenas de funcionários se aglomeravam na entrada da usina, enquanto no canteiro permaneciam apenas os que estão alojados. Surgiu a informação de que novos protestos poderiam ocorrer.
Na terça-feira, cerca de trezentos trabalhadores atearam fogo em 45 ônibus e queimaram também várias instalações da usina. O estopim do protesto foi a troca de agressões entre um operário e um motorista de ônibus, mas o clima de insatisfação dos trabalhadores é antigo. A empresa é acusada de cortar horas extras e não dar condições decentes de trabalho.
Cerca de  trinta pessoas foram ouvidas pela polícia no inquérito que investiga o quebra-quebra em Jirau. Pelo menos 18 mil pessoas trabalham em Jirau atualmente. Há notícias de que, durante o tumulto, houve roubos de pertences pessoais nos alojamentos.
PROVEITO POLÍTICO
O governador Confúcio Moura (PMDB), considerado fraco, vacilante  e sem iniciativa,  tentou tirar proveito do episódio, querendo mostrar firmeza,  e postou em seu blog que a polícia agiu com rigor para conter os protestos, o que é desmentido por pessoas que testemunharam o caso e relataram que a PM chegou ao canteiro horas depois e evitou entrar ,temendo os manifestantes. As imagens do conflito também desmentem o governador. Mostram um teatro de guerra, como dezenas de veículos e instalações incinerados.
O secretário de Segurança Pública de Rondônia, Marcelo Bessa, segundo o site G1, falou em apelar para a Força Nacional de Segurança.

Fotos: Mique Pinto / Rondoniaovivo

sábado, 19 de março de 2011

Polícia reprime com violência protesto contra Obama no Rio de Janeiro

  Na tarde de ontem (18) manifestantes protestaram contra a visita que Obama faz nestes dias ao Rio de Janeiro com intuito de aprofundar a rapina sobre o Brasil, com atenções muito especiais para o petróleo. Foram centos de pessoas contra a visita do líder imperial americano. Houve protestos também em São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. Porém, a Polícia Militar reprimiu violentamente a concentração. O ato foi convocado pela CSP-Conlutas, pela Assembleia Nacional dos Estudantes-Livre - ANEL e por diversos sindicatos.                                                                                                        O protesto fazia parte de uma jornada nacional, que incluia atos em outras cidades e tem como objetivo denunciar a visita de Obama, a entrega do petróleo e os acordos de livre comércio  com o governo brasileiro. Também pretendia apoiar a revolução árabe e denunciar os ataques do imperialismo aos povos do mundo que agora têm como cenário a Líbia.
Polícia tentou evitar protesto
Segundo denúncia o PSTU em comunicado de imprensa, a polícia teve intenções muito claras desde o começo: desde as 16h, horário marcado para a concentração, os policiais demonstravam que não tolerariam o protesto. Chegaram a impedir a entrada de um carro de som na Candelária e não queriam deixar que a caminhada seguisse pela Av. Rio Branco. Apenas depois de uma longa negociação, de quase duas horas, a passeata pôde deixar a Candelária. No momento, já somavam 400 pessoas, segundo o comunicado do PSTU. A passeata foi aplaudida ao longo da Av. Rio Branco, demonstrando que o apoio à visita não é unâmime.                                                                                                          Segundo a mesma fonte, o acordo com o comando policial previa que a passeata seguiria até o Consulado dos EUA, onde seria feito apenas um ato simbólico, seguindo até a Cinelândia. O objetivo era ocupar a praça, símbolo de resistência à ditadura militar, e que Obama tentou usar agora como palco para seu discurso. O presidente do dos EUA já cancelou o dito discurso público, que terá um caráter fechado.                                                                                                                                                        Em frente ao Consulado, o ato da tarde de ontem iniciou com discursos, palavras de ordem. Simbolicamente, sapatos foram atirados contra uma bandeira dos Estados Unidos, repetindo um gesto comum nas revoltas árabes.                                                                                                                                    No momento em que estavam reunidos em um grande círculo, os manifestantes e os jornalistas escutaram uma explosão ao fundo e foram surpreendidos com o avanço da polícia, que atacou com cassetetes, atirou com balas de borracha e lançou bombas de gás e depois perseguiu os manifestantes pelas ruas vizinhas. O video que acompanha estas informações foi gravado por manifestantes e recolhe o momento. Dezenas de pessoas ficaram feridas e entre 12 e 15 manifestantes foram presos. Entre eles, um estudante, menor de idade, .que pela lei não poderia estar numa delegacia policial. Até as 22h, ninguém havia sido solto.
Polícia fala de coqueteis molotov, mas não dá provas sérias
A polícia justificou a sua agressão com o alegado lançamento de contra os policiais, atingindo um segurança do Consulado. A respeito disso, o PSTU aponta no seu comunicado que "o espírito pacífico era compartilhado pelos manifestantes. Entendemos que transformar a passeata em uma batalha apenas favoreceria o imperialismo, evitando que se discuta as verdadeiras intenções da visita." Desde o PSTU avalia-se a possibilidade de que provocadores fossem infiltrados na manifestação para justificar o ataque policial. Contudo, é importante salientar que as melhores provas que a polícia conseguiu apresentar foram uma garrafa de cerveja que teria sido usada como parte de um coquetel molotov e um soco inglês. Grande seriedade nas provas. Ainda, para que a imprensa fotografasse, foi colocada uma bandeira e um cartaz do PSTU.
Reação desproporcionada
Mesmo se produzindo o alegado lançamento de arfetactos, a reação polícia do governador Sérgio Cabral foi completamente desproporcional. Após a violência incial, selvageria se seguiu por várias horas, com policiais perseguindo manifestantes pelas ruas próximas a Cinelândia, revistando e prendendo sem provas. Segundo Márcia Lopes, do PSTU do Rio, após a confusão, cerca de 150 pessoas foram colocadas sentadas na Candelária para serem revistadas. Entre 12 e 15 manifestantes foram pres@s na ação e até as 22h, ninguém havia sido solto. O PSTU exigiu no seu comunicado "uma investigação e uma resposta do governador Sergio Cabral e de seus secretários de Segurança e de Direitos Humanos sobre os fatos desta sexta-feira. Imediatamente, exigimos a libertação de todos os presos, principalmente o menor de idade, que, pela lei, não poderia estar em uma delegacia policial."
Domingo mais protestos
Após a repressão da sexta-feira para invisibilizar a oposição à visita do presidente ianque, @s manifestantes não vão ficar calad@s. Domingo, dia 20, haverá um ato de protesto no Largo do Machado, a partir das 10 horas, segundo informam as entidades organizadoras.

Fonte: Diario da liberdade